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Advogado do Palmeiras vê Dudu como vítima da repercussão de seu caso

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Dudu foi julgado com plenário lotado: advogado apontou influência dos holofotes em sua punição
André Sica, advogado do Palmeiras, usou vídeos e até um estudo biomecânico para tentar convencer os julgadores do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) de que o empurrão de Dudu no árbitro Guilherme Ceretta de Lima não foi uma agressão. Mas o atacante foi suspenso por 180 dias e um jogo a ser cumprido no próximo Campeonato Paulista porque, segundo seu representante na sessão, virou vítima da repercussão do caso.

“Se não fosse uma final de Campeonato Paulista, se não fosse o Dudu, se não fosse Palmeiras x Santos, a visão do fato seria um pouco mais serena. Tem muitos holofotes, talvez isso tenha mexido um pouco com o caso. A repercussão de mídia é um pouco anormal para um caso de campo. De fato, poderia ter sido diferente”, opinou Sica.

A visão do advogado não é de inocentar o jogador, só que a pena seja bem menor. “O Dudu tem que ser punido, mas não ficar seis meses sem trabalhar”, indicou, tomando cuidado para não dizer que quem o julgou nessa segunda-feira está “errado”, apostando, porém, que a sessão plena do TJD-SP aceitará o empurrão como um “ato hostil”, diminuindo a pena.

“Era um caso diferente, de muito apelo para punir, e a Federação (Paulista de Futebol) se via em um momento de mostrar força. Aceitamos e entendemos isso. Mas o órgão pleno, que é o próximo, tem auditores com mais tempo de casa e outra visão sobre diversas situações. Vamos trabalhar essa diferença, confiando que o pleno reverterá isso”, falou Sica.

O Palmeiras tem três dias para entrar com recurso e pedirá efeito suspensivo, o que permitiria que Dudu já pudesse entrar em campo contra o Goiás, no domingo, sendo obrigado a cumprir qualquer punição apenas quando não couber mais recurso – após o Pleno do TJD, ainda é possível recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

“O Tribunal de Justiça Desportiva tentou agir com rigor, mas esse rigor precisa ter um limite. O artigo de agressão não é o correto, tem que ser algo mais plausível. Tentaremos alterar isso e estamos confiantes de que vamos reverter”, apostou André Sica.
Fonte: Gazeta Esportiva
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